GERAL
Bullyng é tema de formação da equipe da Educação Municipal de Carazinho
A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) realizou na noite desta quinta-feira (19), a primeira palestra das formações do ano de 2026. Conforme a secretária Elisabete Medeiros, os temas definidos conforme sua importância para o cotidiano da escola, discutidos e pedidos pelo grupo. “São temas que farão a diferença na escola no decorrer do ano, e começamos pelo bullyng que está cada dia mais presente na escola, e as equipes terão que trabalhar com crianças e adolescentes para evitar que aconteçam tantos problemas”, informa ela.
Será praticamente uma palestra por mês. “São vários temas, de acordo com o planejamento das escolas e SMEC, seguindo juntas para ter uma educação de qualidade, agradável e segura”, completa a secretária.
A prefeita em exercício, Valéska Walber, parabenizou tanto a secretária quanto a equipe de gestão pela iniciativa. “A gente sabe o impacto do bullyng na vida da criança e do adolescente, muitos adultos buscam ajuda pelo que sofreram com o bulliyng na escola, na sociedade como um todo. É muito bacana investir nos professores, nessa capacitação, para atender ainda mais a demanda dos nossos alunos”.
ESCOLA E FAMÍLIA DEVEM ESTAR JUNTAS
O convidado para a abordagem fez uso de uma dinâmica de muita interação com o público que compareceu ao auditório do colégio Notre Dame Aparecida. André Piovesan é especialista no combate ao bullying e falou sobre “Escola sem Bullyng”. Após abrir a programação descontraindo os presentes, ressaltou o papel dos adultos, professores, direção e pais em estar atentos aos sinais, entender o que está acontecendo, saber ouvir, prestar atenção em seus filhos”, pontuou o especialista, enquanto esclarecia as diferentes formas de bullying – físico, verbal, psicológico e virtual.
“Quando a gente quer enfrentar o bullyng, a gente tem que ter como primeira questão dentro de nós a empatia. Será que aquilo que se está fazendo com o outro faria bem para mim? será que o jeito que vc conversa com o outro é o jeito que gostaria que conversassem com você? A primeira questão é olhar para dentro, olhar para a gente. Bullyng se combate com autoconfiança, conversando com as crianças, ouvindo o que elas tem para dizer, se estão mostrando algum abalo, acolhendo os filhos. Tudo está relacionado à casa. A raiz de todos os problemas que estouram lá na escola vem de casa, e, mais profundamente, das telas. Quando os pais não prestam atenção, não sabem o que suas crianças estão vendo nas telas, é ali que pessoas cruéis, maldosas, vão colocar coisas na cabeça das crianças que eles vão propagar de forma negativa na escola. Se em casa não houver uma conscientização, uma conversa assertiva, com um jeito bom e carinhoso de conversar, com paciência, tudo vai estourar na escola, e não adianta ir lá na escola dizer meu filho sofreu bullyng. Mas, será que você conversa direito com seu filho pra saber o que está acontecendo?”.
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