POLÍTICA

Família Acolhedora busca apoio da comunidade de Carazinho

Foto Divulgação

 

O Família Acolhedora é um serviço de caráter ininterrupto, uma medida de proteção social que cadastra e treina famílias da comunidade para cuidar, temporariamente, de crianças e adolescentes afastados de suas casas por medidas judiciais (risco, abandono ou violação de direitos). O acolhimento familiar é instituído por lei como medida de proteção a partir da Lei de Adoção, que está dentro do Estatuto da Criança e do Adolescente, e é considerado uma alternativa aos abrigos institucionais, oferecendo afeto e cuidado individualizado.

 

Porém, o município de Carazinho tem poucas Famílias Acolhedoras. Atualmente, apenas cinco, número bem menor do que o necessário para a demanda existente, mas pessoas muito valorizadas pela equipe que atua à frente da iniciativa.

 

Quem manifesta essa gratidão, destaca a importância das famílias e incentiva para que outras procurem aderir, são Caroline Zanella, psicóloga, e Luiza Cristina Proença, assistente social.

 

Caroline informa que o acolhimento é um serviço existente há muitos anos, prioritário em relação ao acolhimento institucional que é feito na Casa de Acolhimento de Crianças e Adolescentes Professora Odila. Ou seja, quando uma criança é retirada do convívio com os pais biológicos ou de quem a cuida, por motivo de negligência, violência, ou abandono, o juiz determina a medida protetiva e a criança vai para uma Família Acolhedora ou para a Casa de Acolhimento. O diferencial é que na Família Acolhedora ela tem a possibilidade de estar literalmente em família, com as características que esse ambiente proporciona.

 

A assistente social Luiza explica que para se tornar uma Família Acolhedora é preciso ter no mínimo 21 anos, morar em Carazinho há mais de 2 anos, ter alguma renda, e qualquer família está apta, independente de ser solteira ou casada. É feita uma visita domiciliar, e tem que ser de concordância de todas as pessoas da família receber a criança ou adolescente. A família passa por uma capacitação inicial, e, no decorrer do tempo em que são Famílias Acolhedoras, outras capacitações são planejadas, como uma que deve ocorrer em breve em Carazinho, envolvendo os demais órgãos que participam dessa rede de proteção à criança e ao adolescente.

 

Para saber mais, basta procurar as profissionais junto ao Família Acolhedora, que está completando 10 anos em Carazinho,  funciona na Secretaria de Desenvolvimento Social, na rua Pedro Vargas 590, em frente ao Colégio Rui Barbosa, centro, ou ligar (54) 3331 2699 e pedir o ramal do Desenvolvimento Social.

Data: 18/03/2026 - 15:23

Fonte: Assessoria de Imprensa

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