CULTURA
Com duas premiações na 25ª Seara, “Porfia” reúne lembranças de família em homenagem à força das mulheres
Os intérpretes de
A música “Porfia”, cuja letra foi escrita por Guilherme Sjlender, foi um dos destaques da 25ª Seara da Canção, realizada em Carazinho, durante o fim de semana. A composição conquistou os prêmios de música mais popular e melhor música da categoria local, emocionando o público com uma mensagem de valorização das mulheres e de sua importância dentro das famílias.
Segundo Sjlender, a inspiração surgiu durante uma conversa com Jonas, quando buscavam temas para apresentar no festival. A ideia de homenagear as mulheres trouxe lembranças da infância, especialmente das visitas à casa dos avós, no interior.
Ele recorda que a avó estava sempre cuidando de todos, preparando as refeições, organizando a casa e garantindo o bem-estar da família. Com o passar dos anos, também conheceu histórias sobre a força dela enquanto o avô trabalhava ou viajava. A partir dessas lembranças, Guilherme percebeu o quanto as mulheres são fundamentais na estrutura familiar, muitas vezes deixando suas próprias necessidades de lado para cuidar dos outros.
A mensagem também está presente em sua vida atualmente. Guilherme destaca a importância da companheira, que oferece apoio e cuidado às filhas e à família, permitindo que ele desenvolva seu trabalho com tranquilidade.
Sobre o processo de criação, compositor conta que a música começou pelo refrão, que surgiu junto com a melodia. Aos poucos, as estrofes foram sendo construídas, com a participação de Jonas na organização das ideias e no desenvolvimento da composição.
A apresentação reuniu músicos que, segundo Guilherme, foram fundamentais para transmitir a emoção da letra. Participaram Maykell Paiva, Vinicius Bianchini, Victor Perini, Renato Coleraus e Diego Oliveira, além dos intérpretes Jonas Gloeckner Pereira e Júlia Schu.
Um dos momentos especiais foi a participação de Júlia, de apenas 14 anos, que estreou no palco principal da Seara após participar da Searinha em anos anteriores e também desta edição. A jovem dividiu os vocais com Jonas, seu professor de música, tornando a apresentação ainda mais significativa. Guilherme também participou da interpretação, cantando e tocando flauta transversal, o que representou um desafio diferente em sua trajetória musical.
Para o compositor, a força da letra e a entrega dos músicos foram determinantes para a conquista das premiações. A apresentação começou de forma suave e ganhou intensidade ao longo da música, emocionando o público e os jurados.
Um dos momentos mais marcantes, segundo ele, aconteceu ao final da apresentação, quando o público da Acapesu ficou de pé para aplaudir os músicos. Guilherme conta que viu pessoas chorando e abraçando familiares, demonstrando que a mensagem havia tocado quem acompanhava o festival. Após a apresentação, integrantes do grupo também receberam abraços e agradecimentos do público.
A relação de Guilherme com a Seara da Canção começou na 21ª edição, quando participou como instrumentista. Desde então, esteve presente em diferentes edições, acumulando experiências e premiações.
Na 22ª Seara, participou da música “Bombeador”, vencedora de duas premiações. Posteriormente, apresentou a composição autoral “Alma de Campo”, e participou de “Debaixo do Mesmo Céu”, eleita a música mais popular.
Neste ano, além de “Porfia”, também teve a música “Pelo Certo” selecionada para o festival, embora ela não tenha chegado à final. Com as duas premiações conquistadas, “Porfia” marcou mais um capítulo na trajetória do compositor e reforçou a importância da música como forma de transmitir histórias, sentimentos e reconhecimento às mulheres que fazem parte da vida de tantas famílias.