CULTURA

Compositor da melhor música sobre a Seara no festival deste ano, Alison Machado traduz em canção a gratidão de quem cresceu com o evento

Alison, ao violão, à esquerda, e o time que defendeu a canção no palco da Seara (Foto Divulgação/Britto Fotografias)

 

A 25ª edição da Seara da Canção, realizada em Carazinho, foi marcada por emoção e homenagens. Entre os destaques esteve “Semente, Alma e Canção”, uma homenagem aos 45 anos de história do festival, escrita por Alison Machado e que levou o prêmio de melhor música sobre a Seara e/ou Carazinho.

 

A melodia foi composta por ele em parceria com Maurício Silveira. O arranjador foi Diego Machado e a interpretação contou com Pedro Franck e Rodrigo Xavier, outros dois nomes de destaque na história do festival e que acumulam premiações desde suas participações em searinhas.

 

Para O Correspondente, Alison Machado contou que a ideia de escrever a música surgiu do desejo de contar a trajetória da Seara, desde sua criação pela Associação Seara até os dias atuais. Alisson conta que começou a escrever a letra como se estivesse contando essa história para sua filha, Laura.

 

Segundo o compositor, a intenção foi mostrar o crescimento do festival ao longo dos anos e a importância que ele teve na formação de diversos talentos. “A Seara abriu portas para muita gente, inclusive para mim, e seguirá a cada ano fazendo isso”, destacou.

 

A composição levou cerca de um ano para ficar pronta. Alisson explica que o processo aconteceu aos poucos, conforme surgia a inspiração. A melodia foi construída em parceria com Maurício Silveira, buscando transmitir ao público um sentimento de emoção e pertencimento.

 

A interpretação ficou por conta de Pedro e Rodrigo, artistas que também iniciaram suas trajetórias na Seara.  Para Alisson, esse foi um dos momentos mais especiais da apresentação, já que a música emocionou os próprios músicos e integrantes do festival ainda durante os ensaios e a passagem de som. “Essa canção nada mais é do que um seareiro falando para a Seara tudo o que viu e sentiu durante todo esse tempo”, afirmou.

 

O compositor acredita que a homenagem ganhou ainda mais significado por contar a história de um festival que completou 45 anos e que se tornou referência entre os eventos nativistas.

 

A conquista também teve um significado pessoal. Alisson conta que, desde criança, sonhava em subir ao palco da Seara, inicialmente apenas para tocar violão. Com o passar dos anos, começou a compor melodias e letras, construindo sua trajetória dentro do festival.

 

Participante desde a 20ª edição, ele já recebeu outras premiações, entre elas música mais popular, melhor música da fase local e melhor tema sobre Carazinho, com composições como “Eu Também Sou Bombeador” e “Tarca Primitiva”.

 

Neste ano, além da premiação, Alisson teve duas composições selecionadas para o festival, resultado que considera um incentivo para continuar compondo. “Fiquei muito feliz, pois sei que todo nosso esforço, desde a construção da música até apresentá-la no palco, valeu a pena”, ressaltou.

 

Para Alisson, mais do que um prêmio, “Semente, Alma e Canção” representa a gratidão de quem cresceu acompanhando a Seara e reconhece a importância do festival na vida de tantos artistas. A música deixa uma mensagem que resume essa ligação: “Quem te leva na garganta nunca mais canta sozinho, pois te carrega, Seara, como luz no seu caminho”.

Data: 04/11/2026 - 16:11

Fonte: Iana Moura

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