ECONOMIA
Feira do Livro impulsiona setor gráfico e amplia produção de obras de autores de Carazinho
Foto Mara Steffens/O Correspondente
A Feira do Livro de Carazinho movimenta não apenas o setor cultural, mas também diferentes áreas da economia local. Um dos exemplos é o setor gráfico, que registra aumento na procura por serviços, principalmente na produção de livros de escritores do município.
Na Gráfica Bergmann, os preparativos para feira estão em ritmo acelerado. Conforme o proprietário, Eduardo Bergmann, a empresa está trabalhando na produção de 12 livros que deverão ficar prontos para o evento. “A feira é uma vitrine e um propulsor direto para nossa gráfica”, destacou Eduardo.
Segundo ele, a empresa conta atualmente com uma equipe de 11 profissionais que trabalham para dar conta da demanda. Para garantir que todos os livros sejam entregues dentro do prazo, a gráfica organizou a produção de forma paralela e automatizada, permitindo que os trabalhos sejam revisados e impressos a tempo.
Bergmann explicou que a empresa trabalha com a impressão de livros há três anos, mas que, em 2026, a procura relacionada á Feira do Livro apresentou um crescimento mais significativo.
Com o objetivo de melhorar a capacidade de produção e atender aos pedidos, a gráfica também investiu na aquisição de duas novas máquinas. Além dos livros, a empresa está produzindo outros materiais relacionados ao evento, como marcadores de páginas, banners, folders e placas.
O reflexo desse movimento também aparece no faturamento. Conforme Eduardo, feira representa um aumento de 12% no faturamento da gráfica, sendo que o crescimento mais expressivo foi registrado neste ano.
Para o empresário, a Feira do Livro representa uma oportunidade de ampliar os negócios, valorizar os escritores de Carazinho e fortalecer a economia local, mostrando que os benefícios do evento vão além do incentivo à leitura.
A FLIC ocorre entre 6 e 13 de novembro, na Gare, e este ano terá 19 lançamentos de obras novas, de autores de Carazinho e de outras cidades.