POLÍCIA

Eleição de Sanderson recoloca Ireneu Orth na suplência do Senado

Orth é suplente de Luiz Carlos Heinze e seguirá a partir de 2027 como suplente de Sanderson (Foto Divulgação/Agência Senado)

 

O empresário, produtor rural e ex-prefeito de Tapera, Ireneu Orth, volta a ocupar a primeira suplência do Senado Federal, desta vez na chapa de Ubiratan Sanderson (PL), eleito senador pelo Rio Grande do Sul nas eleições de domingo (4), com 3.453.316 votos. A situação repete o cenário de 2018, quando Orth foi primeiro suplente de Luiz Carlos Heinze (Progressistas).

 

Em entrevista ao O Correspondente, Orth afirmou que a candidatura surgiu de forma inesperada, após um convite feito por lideranças de diferentes partidos no último momento do prazo para registro das candidaturas. Segundo ele, a intenção inicial era deixar a vida política ao final do atual mandato como suplente de Heinze. “Uma coisa que nem eu esperava”, resumiu Orth ao comentar a nova candidatura. Ele contou que, após aceitar o convite, passou a participar ativamente da campanha de Sanderson.

 

A eleição também representa, segundo Orth, uma ampliação da responsabilidade com a região. Ele destacou a atuação que teve nos últimos anos como suplente de Heinze, especialmente na articulação de recursos para municípios e entidades da região. “Nesses quase oito anos que eu já estou suplente, eu tenho ajudado muito a região”, afirmou. A expectativa, segundo ele, é manter esse trabalho durante o novo mandato.

 

Orth também lembrou que chegou a assumir temporariamente uma cadeira no Senado em 2024. Para ele, a possibilidade de voltar ao cargo representa uma satisfação pessoal e também uma oportunidade de ampliar a representação política do Norte do Estado. “É um orgulho, jamais imaginava isso na minha vida”, declarou.

 

Segundo Orth, a equipe de Sanderson já iniciou reuniões para definir os primeiros encaminhamentos do futuro mandato. Entre as pautas mencionadas estão questões relacionadas às dívidas dos estados, mudanças na estrutura do Poder Judiciário e temas de interesse do Rio Grande do Sul.

 

O novo suplente também avaliou o resultado eleitoral e destacou o crescimento de candidaturas identificadas com a direita no Estado e no país. Na avaliação dele, o resultado demonstra uma mudança no comportamento do eleitorado e uma maior força das siglas desse campo político.

 

Orth afirmou ainda que espera que a nova composição do Senado amplie o debate sobre temas econômicos e institucionais. Entre suas expectativas estão maior estabilidade jurídica, estímulo à atividade econômica e mudanças na condução de políticas públicas. “Todos que têm condições de trabalhar e produzir vão ter que trabalhar”, afirmou, ao defender uma política econômica voltada, segundo sua avaliação, ao aumento da produção e da arrecadação.

 

Sobre a possibilidade de assumir novamente uma cadeira no Senado, Orth disse estar preparado caso Sanderson precise se afastar do cargo em algum momento. “O suplente tem que estar pronto, é que nem jogador de futebol que está sentado no banco dos reservas”, comparou.

 

Filiado ao Progressistas desde 1982, Orth afirmou que não pretende mudar de partido. Segundo ele, apesar das diferenças entre as siglas que compõem o campo político de direita no Estado, existem pontos de convergência que permitem a atuação conjunta. “Aquilo que nos une é infinitamente maior do que aquilo que são divergências”, declarou.

 

Com a eleição de Sanderson, Orth inicia uma nova etapa na trajetória política como primeiro suplente do Senado. A atuação, segundo ele, deverá manter como foco a articulação de pautas e recursos de interesse do Rio Grande do Sul e, especialmente, da região Norte do Estado.

Data: 07/10/2026 - 15:33

Fonte: Mara Steffens

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