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Paixão que nasceu no campo leva Diógenes Giovanella ao Mundial de Pastoreio
Assessoria de Imprensa/Jackson Cardoso
Aos 49 anos, o agropecuarista Diógenes Mello Giovanella, conhecido como Braza, mora em Carazinho e mantém suas atividades agropecuárias em Santo Antônio do Planalto. Está entre os oito gaúchos que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Pastoreio, na Escócia. Com cinco anos de trajetória na modalidade, fará sua estreia na competição internacional depois de conquistar, em 2024, o título de campeão gaúcho na categoria Open.
No campo, Diógenes atua na criação de rebanhos e na produção agrícola. O pastoreio começou como parte do trabalho na propriedade, especialmente na lida com os ovinos. Para ele, não há como trabalhar com ovelhas sem a parceria de um Border Collie. O que nasceu da necessidade do campo acabou se transformando em paixão e, mais tarde, também ganhou espaço nas pistas de competição.
Na Escócia, estará ao lado de Piki, uma Border Collie de cinco anos. A menor filhote da primeira ninhada de Diógenes, ela só sobreviveu graças ao cuidado e ao acolhimento de sua esposa, Luciana Reckziegel. Foi naquele início delicado que começou a história de Piki, que anos depois conquistaria o título de campeã brasileira na categoria Novatos, em 2023. Agora, a Border Collie chega ao Mundial ao lado de Diógenes para o maior desafio da trajetória da dupla.
Pequena no tamanho, Piki é descrita por Diógenes como determinada e resiliente. Segundo ele, quando entra em pista, seus 12 quilos parecem se transformar em um “tanque de guerra”: ganha força, presença e disposição para enfrentar o rebanho.
Estreante no Mundial, Diógenes sabe que terá pela frente um dos maiores desafios de sua trajetória e encara a oportunidade também como uma forma de representar seu país. “Não basta competir, mas sim defender suas origens”, afirma. Ao lado de Piki, ele leva para a Escócia a experiência de quem aprendeu o pastoreio no cotidiano da propriedade e agora terá de colocá-la à prova diante dos melhores do mundo.