CULTURA
Biblioteca comunitária leva livros e incentiva a leitura no Bairro Floresta
Foto Mara Steffens/O Correspondente
Os moradores do Bairro Floresta passam a contar com um novo espaço dedicado à leitura e ao compartilhamento de conhecimento. A Associação de Moradores do Bairro Floresta (AMBAF) agora tem uma biblioteca, resultado da iniciativa da professora e escritora Gelci Agne, idealizadora do projeto "O Livro Vai à Comunidade".
O presidente da AMBAF, Daniel dos Santos, conta que a associação recebeu a proposta com entusiasmo e apoiou desde o início a implantação da biblioteca. "A Associação recebeu o projeto da professora Gelci com muito entusiasmo e demos total apoio para que se concretizasse. É uma iniciativa que vem para somar, oportunizando o acesso à leitura e ao conhecimento e qualificando ainda mais o trabalho desenvolvido pela associação junto à comunidade", conta.
Segundo Daniel, a biblioteca representa um diferencial para os moradores, que agora terão acesso aos livros perto de casa. “Além de ser uma oportunidade de lazer e cultura, a leitura também é uma forma de construir conhecimento e compreender melhor a realidade", salienta.
Ele destaca ainda que a expectativa é de que, no futuro, o espaço se torne um ponto de encontro para grupos e rodas de leitura, fortalecendo a participação da comunidade e o espírito de coletividade.
Qualquer morador do Bairro Floresta poderá utilizar a biblioteca mediante apresentação de documento de identidade e comprovante de residência. Inicialmente, será possível retirar de um a três livros por empréstimo, com prazo de devolução de 15 dias, renovável por até 30 dias. Nesta fase inicial, o atendimento ocorrerá às terças-feiras, das 13h30 às 15h, enquanto a associação organiza a ampliação dos horários de funcionamento.
O projeto
A professora e escritora Gelci Agne explica que a biblioteca comunitária faz parte do projeto "O Livro Vai à Comunidade", desenvolvido a partir de sua obra 1964 – Um Olhar pela Fresta.
Antes da implantação da biblioteca, o projeto percorreu dez escolas públicas, levando exemplares da obra e promovendo palestras para estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. "O acolhimento das equipes gestoras, dos professores e dos alunos tem sido muito gratificante. A receptividade foi encantadora em todas as escolas visitadas", menciona.
A escolha do Bairro Floresta também tem um significado histórico. Conforme Gelci, lém de ser moradora da comunidade, o local foi palco de um importante movimento de resistência ao golpe militar de 1964, liderado por seu pai. A inauguração da biblioteca ocorreu na data em que ele completaria aniversário, como forma de homenagear sua memória.
Em setembro, o projeto terá continuidade com a instalação de uma placa na praça do bairro em homenagem aos moradores que participaram desse movimento histórico.
O acervo reúne livros doados por editoras, autores locais e pela comunidade, além de exemplares adquiridos pelo próprio projeto. Durante a inauguração, também foi entregue um livro de registros a associação para controlar os empréstimos.
Mais do que disponibilizar livros, a biblioteca comunitária nasce com o objetivo de aproximar a leitura da população, incentivar a formação de novos leitores e transformar a associação em um espaço cada vez mais voltado a cultura, ao conhecimento e á integração da comunidade.
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