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Com mais canola e menos trigo, desenvolvimento das lavouras de inverno é satisfatório de acordo com a Emater

Lavoura de carinata em 2025 (Foto Divulgação)

 

As lavouras de inverno apresentam bom desenvolvimento em Carazinho e região. O cenário mais positivo é observado na canola, que registrou um expressivo aumento de área nesta safra e se tornou o principal destaque entre as culturas de inverno.

 

De acordo com o chefe do escritório municipal da Emater, Renato Serafini, o trigo está praticamente todo plantado, restando cerca de 10% da área prevista para semeadura. A expectativa é de que a cultura alcance aproximadamente 3000 hectares, número significativamente inferior aos cerca de 6.000 hectares cultivados no ano passado. "A redução deve ficar entre 40% e 50% da área plantada”, destaca Serafini.

 

Em contrapartida, a canola apresentou crescimento expressivo. A estimativa é de que a cultura ocupe cerca de 3.500 mil gectares nesta safra. Em 2025, a área variava entre 1.000 e 1.500 mil hectare, o que representa praticamente a triplicação da área cultivada.

 

Além da canola, a aveia branca para grãos deve ocupar cerca de 1.500 hectares. Já a carinata deve alcançar aproximadamente 150 hectares na região. 

 

A carinata é uma oleaginosa de inverno da mesma família da canola. A cultura não é utilizada para alimentação humana ou animal e tem como principal destino a produção de biocombustível, especialmente para a aviação. 

 

Segundo Serafini, a carinata ainda é uma cultura relativamente nova na região, mas vem despertando o interesse dos produtores em função do crescimento do mercado de combustíveis renováveis. Empresas do Rio Grande do Sul e de outros estados já realizam o processamento do grão para extração do óleo utilizado na produção de combustível sustentável para aeronaves.

 

As condições climáticas também têm favorecido o desenvolvimento das lavouras. Apesar das chuvas registradas nas últimas semanas terem provocado alguns casos pontuais de erosão em áreas recém-implantadas, não houve prejuízos significativos para a produção.

 

O frio e as geadas observados nos últimos dias também não preocupam os produtores. Conforme a Emater, as culturas de inverno são adaptadas ás baixas temperaturas e, neste momento do ciclo, não sofrem perdas significativas.

 

Pelo contrário, o frio contribui para o perfilhamento das gramíneas de inverno, processo que estimula a emissão de novos brotos e pode favorecer o potencial produtivo das lavoras.

 

Com o avanço da canola e a redução da área destinada ao trigo, a safra de inverno de 2026 evidencia uma mudança no perfil produtivo da região, com os agricultores buscando alternativas que ofereçam maior rentabilidade e diversificação no campo.

Data: 25/06/2026 - 09:12

Fonte: Iana Moura

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