CULTURA
No Dia do Cinema Brasileiro, Carazinho celebra a força da sétima arte com cineclube e cinema comercial
Foto Divulgação
Celebrado em 19 de junho, o Dia do Cinema Brasileiro é uma oportunidade para valorizar a produção audiovisual nacional e destacar a importância dos espaços que promovem o acesso à cultura. Em Carazinho, o cenário cinematográfico ganhou novo impulso nos últimos tempos com a criação do Cine Clube Vereda e a retomada das exibições comerciais através do Cinema Lúmine.
A coordenadora do Cine Clube Vereda, Bruna Anacleto, explica que o projeto surgiu a partir de uma parceria entre o Departamento de Cultura e o Sesc Carazinho, além da iniciativa de quatro agentes culturais que compartilhavam o desejo de criar um espaço para assistir, discutir e refletir sobre o cinema brasileiro.
As sessões são gratuitas e acontecem mensalmente, sempre na última quarta-feira do mês. A seleção dos filmes é realizada por meio de uma curadoria coletiva, utilizando acervos e catálogos de instituições como CineSesc, Cinemateca Brasileira, Itaú Cultural e Tela Brasil. Cada mês conta com um curador responsável por escolher a temática e conduzir os debates após as exibições.
Segundo Bruna, oferecer acesso gratuito ao cinema é fundamental para democratizar a cultura e alcançar diferentes públicos. Ela destaca que o cineclube busca promover não apenas a exibição de filmes, mas também o diálogo e a reflexão sobre temas relevantes para a comunidade.
A coordenadora também lembra que Carazinho possui uma forte ligação histórica com o cinema. Além da recente inauguração do Cinema Lúmine, a cidade carrega a memória do Cine Brasília, um dos últimos cinemas de calçada do Rio Grande do Sul. Para ela, isso demonstra o carinho dos carazinhenses pela sétima arte e a necessidade de manter espaços dedicados à cultura cinematográfica.
Mesmo com poucos meses de atividade, o Cine Clube Vereda já foi contemplado pelo Ministério da Cultura para participar da 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, com a temática "Emergência Climática e Sustentabilidade". A iniciativa deve impactar mais de mil pessoas em Carazinho por meio de sessões abertas e atividades em escolas e outros espaços da cidade.
Para o futuro, o grupo pretende ampliar as atividades, oferecendo oficinas, seminários, palestras e viagens técnicas ligadas à cadeia produtiva do cinema. Atualmente, o cineclube reúne mais de 50 participantes inscritos.
Retorno do cinema fortalece a cultura local
A retomada das salas de cinema também tem sido motivo de comemoração. Representando o Cinema Lúmine, Mariá Marins avalia de forma muito positiva o primeiro ano de funcionamento. Segundo ela, havia uma demanda reprimida não apenas em Carazinho, mas em toda a região. A resposta do público superou as expectativas e demonstrou a importância de contar novamente com uma sala de cinema na cidade.
Mariá destaca que a comunidade recebeu o retorno do cinema com entusiasmo, prestigiando as sessões e demonstrando carinho pelo empreendimento. Desde a inauguração, o Cinema Lúmine já exibiu cerca de 57 filmes, sendo 51 deles durante o Festival do Cinema. Ao longo deste primeiro ano de atividades, aproximadamente 41.915 pessoas passaram pelo local entre público pagante e cortesias. Somente durante o festival, foram registradas 1.176 participações.
Cultura acessível e valorização do audiovisual
Seja por meio das sessões gratuitas promovidas pelo Cine Clube Vereda ou das exibições comerciais do Cinema Lúmine, Carazinho vive um momento especial para o fortalecimento da cultura cinematográfica.
Neste Dia do Cinema Brasileiro, as iniciativas mostram que o cinema continua sendo uma importante ferramenta de entretenimento, educação, reflexão e formação cultural, aproximando pessoas e valorizando histórias que ajudam a compreender a sociedade e a identidade brasileira.
Mariá Marins e o sócio Gilberto Busnardo, proprietários do Cine Lúmine