ESPORTES
Desportistas carazinhenses projetam segundo duelo do Brasil na Copa e esperam mudanças no time de Ancelotti
Jarico, Rafael Ferreto, Eduardo Gomes, Jeferson Balaio e Aldrin Keyser (Fotos Divulgação)
Após empate na estreia brasileira na Copa do Mundo, treinadores e profissionais do esporte de Carazinho acreditam em uma reação da Seleção e defendem ajustes para o confronto desta sexta-feira (19), diante do Haiti, a partir das 21h30min. A expectativa é de uma atuação mais consistente da equipe comandada por Carlo Ancelotti, principalmente para encaminhar a classificação à próxima fase.
Entre treinadores e profissionais do esporte ouvidos pela reportagem, a opinião é praticamente unânime: o Brasil precisa apresentar mais intensidade, corrigir erros vistos no primeiro jogo e aproveitar a superioridade técnica para conquistar os três pontos.
Para o coordenador técnico da ACBF, Jari da Rocha, o Jarico, a Seleção deixou a desejar na estreia e precisa mudar a postura dentro de campo. “A seleção precisa mudar a atitude no jogo, sabendo que precisa correr mais que a outra equipe. É uma Copa do Mundo, onde o jogador tem que dar 120% de superação no aspecto técnico, tático e físico para conquistar as vitórias", projeta.
Segundo ele, o Brasil foi uma equipe muito presa e acomodada durante boa parte da partida, mas acredita que ainda há potencial para uma grande evolução ao longo da competição.
Rafael Ferreto, do TSF Futsal, vê o Brasil como favorito, mas ressalta que alguns aspectos precisam ser corrigidos. “A expectativa é de uma atuação mais consistente da Seleção Brasileira. O Brasil entra como favorito devido á superioridade técnica, ao histórico no futebol internacional e á qualidade individual dos seus jogadores", aponta.
Ferreto destaca a necessidade de melhorar a eficiência nas finalizações, a organização ofensiva e reduzir erros de passes e posicionamento. Além disso, defende mudanças na equipe, como a entrada de Weverton no gol, Fabinho no meio-campo e oportunidades para Endrick e Luis Henrique.
O treinador do Carazinho Futsal, Jeferson Balaio, acredita que a Seleção precisa resgatar sua identidade. "Somos a seleção mais ganhadora de Copas, mas não podemos jogar só com o nome. Temos que entrar contra o Haiti respeitando o adversário, mas jogando o futebol brasileiro. O nosso estilo é Brasil, alegria e arte”, define, salientando que, mais do que mudanças táticas, o momento exige uma mudança de atitude por parte dos jogadores.
Na mesma linha, o treinador da Futsal Academy, Eduardo Gomes, avalia que Carlo Ancelotti deve promover alterações na equipe para tornar o Brasil mais competitivo. “A Copa do Mundo é muito rápida. Não tem tempo para testes, então ele precisa encaixar as peças o mais rápido possível", sintetiza.
Ele acredita que Fabinho, os dois Danilos e Endrick devem receber oportunidades, destacando que o Haiti deve atuar de forma mais defensiva, exigindo maior velocidade e criatividade do ataque brasileiro.
Por sua vez, Aldrin Keyser, vice-presidente da Sercesa, mantém o otimismo para o confronto e acredita que o empate na estreia não deve ser tratado como um desastre. "O Haiti é uma equipe muito forte fisicamente, mas se o Brasil conseguir colocar seu jogo em prática, tem tudo para sair com a vitória", coloca.
Ele também destacou as boas entradas de Fabinho e Luis Henrique no último jogo e defendeu a utilização de Endrick para dar mais velocidade ao setor ofensivo.
Apesar das críticas ao desempenho da estreia, todos os entrevistados concordam que a Seleção Brasileira possui qualidade suficiente para superar o Haiti. A expectativa é de uma equipe mais agressiva, organizada e eficiente, capaz de transformar o favoritismo em resultado positivo e dar um passo importante ruma á classificação na Copa do Mundo.