GERAL

Sindicar demonstra preocupação com aumento de prazo de duplicação da BR-386 e alerta para impactos de novas exigências no transporte de cargas

Foto Arquivo/O Correspondente

 

O presidente do Sindicar, Moisés Santos, voltou a defender a importância da duplicação da BR-386 e manifestou preocupação com a possibilidade de ampliação do prazo das obras até 2037. Segundo ele, a conclusão da duplicação é fundamental para a segurança dos motoristas, o escoamento da produção e o desenvolvimento econômico da região.

 

Moisés relembrou que o sindicato participou ativamente das discussões sobre a concessão da rodovia, juntamente com entidades locais, lideranças políticas e representantes da região. Pelo contrato original, a duplicação entre Lajeado e Carazinho deveria ser concluída até 2030. No entanto, após os danos causados pelas enchentes de 2024, a concessionária CCR ViaSul solicitou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a extensão do cronograma sem alteração nas tarifas de pedágio.

 

"Entendemos que chegar a Carazinho somente em 2037 é um prazo muito longo. Precisamos continuar mobilizados para buscar alternativas que acelerem essa obra tão importante para a região", destacou.

 

O presidente ressaltou que a duplicação contribuirá para a redução de acidentes, mortes e custos gerados por ocorrências nas rodovias. "Além das perdas humanas, um acidente envolve atendimento hospitalar, polícia, resgate e diversos outros custos para a sociedade", colocou. 

 

Novas exigências preocupam transportadoras

Outro tema abordado foi a série de mudanças que vêm impactando o setor de transporte de cargas em 2026. Entre elas, a obrigatoriedade do cumprimento das 11 horas de descanso determinadas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a fiscalização eletrônica do frete mínimo e a exigência da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

 

Segundo Moisés, a fiscalização passou a ser realizada por meio de plataformas digitais integradas aos conhecimentos de frete, placas dos veículos, peso transportado e demais informações da operação. O sistema verifica se o valor cobrado atende ao piso mínimo estabelecido pela ANTT.

 

Caso sejam identificadas irregularidades, as multas podem variar de R$10 mil a R$10 milhões. Em situações de reincidência, as empresas podem até ter suas atividades suspensas temporariamente. “  problema é que muitas vezes a própria plataforma apresenta falhas e fica inoperante. As empresas acabam enfrentando dificuldades para cumprir todas as exigências dentro do prazo”, explicou.

 

O Sindicar tem promovido palestras e orientações para auxiliar as transportadoras na adaptação ás novas regras. Conforme o presidente, cerca de 90% das empresas associadas já estão adequadas aos procedimentos exigidos.

 

Apesar de reconhecer a importância da fiscalização e da regulamentação do setor, Moisés defende um período maior de adaptação antes da aplicação das penalidades. “ O ideal seria que o sistema estivesse plenamente funcionando e que as empresas tivessem alguns meses para se adequar antes da cobrança efetiva das multas”, mencionou. 

 

Ele também alertou que os custos gerados pelas novas exigências acabam sendo repassados ao longo da cadeia produtiva, chegando ao consumidor final. “Nada vem de graça. Os custos aumentam para as transportadoras, passam para a indústria, para o comércio e, consequentemente, para toda a sociedade, refletiu.

 

O Sindicar segue acompanhando as discussões junto a ANTT, parlamentares e demais entidades representativas em busca de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

Data: 17/06/2026 - 15:00

Fonte: Iana Moura

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