SAÚDE
Município de Carazinho investiu mais de R$ 4 milhões no atendimento à saúde mental em 2025
Foto Divulgação
O atendimento à saúde mental dos moradores de Carazinho envolve uma grande equipe formada por profissionais e técnicos que atuam principalmente no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e cujos investimentos, tanto financeiros quanto humanos, com a qualificação do pessoal, crescem para melhor corresponder à demanda.
Só no ano de 2025 foram destinados mais de R$ 570 mil para internações de mais de 160 pacientes em clínicas conveniadas pelo município, com leitos masculinos e femininos. Nos primeiros meses de 2026, mais de R$ 70 mil, recursos do município de Carazinho, como informa a coordenadora da saúde mental, Ana Marmitt.
Além disso, foram habilitadas pelos governos estadual e federal comunidades terapêuticas às quais o município pode recorrer. São 18 no Rio Grande do Sul, e entre elas 3 possuem leitos femininos, o que a coordenadora considera extremamente importante, e para locais que o município já encaminhou pacientes que manifestam a vontade por esse atendimento.
Ana explica que esse tipo de comunidade terapêutica é um ambiente aberto, a pessoa tem que querer estar lá. “O processo de compulsória é para internação, de desintoxicação. Após, a pessoa pode demonstrar interesse em ir para a comunidade terapêutica, e o município leva, mas, sua política de atuação é aberta. Já levamos a Mostardas, Santa Maria e Passo Fundo, vários pacientes que demonstram o interesse para dar continuidade a esse tratamento”.
INSTITUCIONALIZAÇÕES
Já quanto a institucionalizações, o investimento no ano de 2025 foi superior a R$ 3,7 milhões, e, nesses primeiros meses de 2026, R$ 714 mil, com pessoas encaminhadas para serviços de acolhimento, residenciais de longa permanência, conforme seu perfil e necessidade, para cidades como Passo fundo, Lajeado e Novo Hamburgo.
Pessoas institucionalizadas, como explica a enfermeira Helena, são pessoas que o município tem a curatela delas em função da perda de vínculos, em função de a família não ter a estrutura para acolher e cuidar da melhor forma possível esses pacientes. São pessoas que o município de Carazinho encaminha para residirem em outros municípios em função de não ter a estrutura de receber o melhor tratamento possível. “Realmente, são transtornos graves, que muitas vezes a família não consegue dar conta, a gente entende, compreende isso, porque o transtorno grave demandam da família, do CAPS, da saúde pública, da assistência social como um todo”.
INTERNAÇÃO É UMA DE MUITAS ETAPAS
A grande demanda do município quando trata a questão de transtornos leves e graves é a dependência química, conforme Helena Roberta da Silva, Enfermeira Chefe Responsável pelo CAPS. “A gente sabe que a dependência química é um fator social, não só de saúde. Tem que fazer uma união em todos os setores das secretarias, saúde, assistência social, educação, segurança pública, a dependência é um problema de saúde, sim, mas não se trata sem estar todos unidos”.
Ela também esclarece que não é algo que seja tratado apenas com a internação, como alguns podem pensar. “A cultura da internação é muito viva no município, acham que a pessoa vai lá, interna, melhora, e nuca mais vai fazer uso. Pelo contrário, a internação é uma etapa do tratamento, a internação é o efeito da desintoxicação, para recuperar o senso crítico desse paciente, desse usuário, e ele fazer as escolhas saudáveis que a vida oferece, tanto o tratamento ambulatorial dentro do serviço, quanto nas comunidades terapêuticas, essa é a política pública hoje existente em nível de Brasil “.
PORTA DE ENTRADA
A porta de entrada para quem quer encaminhar qualquer situação de dependência química é o CAPS, que em Carazinho fica na rua Silva Jardim, nº 626, centro. “Ressaltamos que é para qualquer tipo de dependência, a família procura, será feito o acolhimento e dadas as destinações necessárias para aquele paciente, como consulta médica, participação em grupo”, orienta a coordenadora Ana.
Ela acrescenta que houve um avanço enorme quanto a existência dos grupos, oficinas terapêuticas, que eram reduzidas, e representam o atendimento aos pacientes e familiares, para o melhor tratamento no plano terapêutico individual que for definido para cada caso.