EDUCAÇÃO

CPERS realiza caravanas pelo Estado e se mobiliza também em Carazinho

Foto Mara Steffens/O Correspondente

 

Nos últimos dias o CPERS Sindicato está mobilizado em caravanas pelo Estado reunindo professores e funcionários para divulgar as pautas de luta da categoria, Na sexta-feira (20) membros da direção estadual estiveram em Carazinho, unindo-se ás lideranças do 37º Núcleo. Rosane Zan, presidente estadual, disse ao Correspondente, que a categoria precisa ouvir mais os associados, e que esta é um dos objetivos da caravana. 

 

"Os ataques que estamos sofrendo nos últimos 12 anos nos leva a pensar a educação pública que queremos para o Estado. Nós, como seres políticos, formadores de opinião, acreditamos que nossa força e o que nos move é a defesa da escola pública. A única forma de tentar avançar no próximo período é ter um governo mais progressista, que tem olhar diferenciado para as políticas públicas, tanto da valorização como um todo, quanto na qualidade da educação", declarou. 

 

Rosane demonstrou preocupação em relação ao fato de que os cursos de licenciaturas sofrem com esvaziamento de estudantes, o que reflete na formação de novos professores. Ela aponta a falta de valorização salarial da categoria como um dos fatores determinantes. "O apagão docente não é somente no Rio Grande do Sul. É no Brasil e no mundo. Os sindicatos da América Latina já nos diziam que entre 2030 e 2050 não teremos mais professores. Sabemos que vivemos em uma revolução tecnológica - o que é natural e não somos contra, mas toda e qualquer aprendizam acontece com interação.Se não revermos isso, teremos sim um apagão docente no futuro", salientou, informando que já faltam funcionários e professores das áreas de linguagens em algumas escolas.

 

A diretora do Núcleo do CPERS em Carazinho, Adélia Menezes, relata que professores de outros lugares estão vindo lecionar em Carazinho, pois não há profissionais de algumas áreas disponíveis no município. "Aí não tem investimento das universidades na oferta de alguns cursos como pedagogia e história. O MEC precisa avaliar isso também", acrescentou Rosane. 

Data: 25/03/2026 - 20:04

Fonte: Mara Steffens

COMPARTILHE