SAÚDE
Carazinho organiza a criação de sua Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
Foto Divulgação
Uma reunião na manhã desta quarta-feira (04) no CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial II) em Carazinho tratou da criação no município da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). No contexto da Reforma Psiquiátrica, ela está instituída no Brasil desde dezembro de 2011, através de Portaria do Ministério da Saúde, para substituir o modelo manicomial por um atendimento humanizado e comunitário, visando a articulação dos pontos de atenção para pessoas com sofrimento mental ou necessidades decorrentes do uso de substâncias.
A Coordenadora de Saúde Mental do município, Ana Marmitt, e a Enfermeira Chefe Responsável pelo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Helena Roberta da Silva, conduziram o encontro com a Secretária Municipal de Saúde, Carmen Santos. Participaram, além de membros da equipe do próprio CAPS II, representantes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) , SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e Hospital de Clínicas de Carazinho (HCC), CAPS Infantil e Coordenação da Atenção Básica da Saúde Municipal.
Os principais pontos sobre a Criação da RAPS foram amplamente abordados, como o objetivo de criar, ampliar e articular pontos de atenção à saúde mental no SUS, garantindo tratamento em liberdade e próximo à comunidade.
A RAPS é composta por diversos serviços, incluindo Atenção Básica: Unidades Básicas de Saúde (UBS); Atenção Especializada: Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nas modalidades I, II, III, i (infantil) e ad (álcool e drogas); Atenção Urgência/Emergência: SAMU 192, UPA 24h e prontos-socorros; Atenção Residencial: Serviços de Residência Terapêutica (SRT) e Unidades de Acolhimento; Atenção Hospitalar: Leitos de saúde mental em hospitais gerais. - Emergência – Sobre aviso psiquiátrico.
A Secretária Carmen destacou, na ocasião, que o trabalho consistiu, primeiro, em conhecer o perfil da saúde mental no município, para, a seguir, junto à Atenção Primária e todos a quem competem essas ações, e estavam presentes, dar conhecimento à competência de cada um para desempenhar o que cabe à Política de Saúde Mental brasileira. Ela agradeceu à equipe pelo trabalho que não é “jogar no colo do outro”, mas o esforço conjunto no território (local onde o usuário da rede de saúde mora).
A criação do RAPS é algo nunca feito no município de Carazinho, algo histórico, como destacou a enfermeira Helena, que há 13 anos atua nesta rede de saúde. Para a coordenadora Ana, esse é um passo importantíssimo já que a saúde mental não funciona sozinha, mas com a alta e baixa complexidade, o SAMU, todos alinhando juntos e melhorando as ações dentro de suas competências.
O RAPS em Carazinho deverá ser criado através de Decreto do prefeito municipal, João Pedro Albuquerque de Azevedo, no próximo mês, março.